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SOS Niteroi

A Pastoral da Saúde esteve hoje presente na quadra da Escola de Samba Acadêmicos do Cubango, na Rua Noronha Torrezão, no Cubango. A quadra  acolheu os desabrigados que sofreram pelas perdas devido aos deslizamentos causados pelas fortes chuvas.

O bairro foi muito afetado, tendo vítimas de diversos pontos. Na Travessa Iara alguns moradores conseguiram sair a tempo, mas relatos indicam que ainda há famílias soterradas nos escombros. Moradores da rua Jonathas Botelho e do Morro do Serrão e do Bumba, também vão se aclomerando no local.

Por volta das 11hs os desabrigados tiveram de ser transferidos para o Colégio Dr. Memória, também na rua Noronha Torrezão. O colégio tornou-se melhor opção por conter salas que servirão de dormitórios e a cozinha, além de ser um local menos frio.

Até o momento cerca de 70 pessoas se encontram no local,destas 35 são crianças.  Muitos chocados ainda não conseguem acreditar tamanho foi a perda. Moradores com medo de possíveis deslizamentos também não param de chegar pedindo ajuda e abrigo.

A Defesa Civil esteve no local deixando colchonetes. A prefeitura enviou também dois enfermeiros e uma assistente social para contribuir com o trabalho dos voluntários presentes. O prefeito Jorge Roberto Silveira, decretou estado de emergência no município. Além disso, as aulas da rede municipal de ensino foram suspensas por dois dias e o decreto do luto oficial por 7 dias.

Graças a Deus as doações estão chegando mas pedimos a todos que sejam solidários. No momento a necessidade maior é de:

  • Cobertores, agasalhos e colchonetes
  • Roupas íntimas e produtos de higiene pessoal
  • Alimentos não perecíveis e água

“Pois eu estava com fome, e me destes de comer, estava com sede, e me destes de beber, eu era forasteiro, e me recebeste em casa, estava nu e me vestistes”. Mt 25, 35

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Boatos sobre vacina anti-H1N1 são ‘irresponsáveis’, diz Ministério da Saúde

Dados falsos sobre imunização contra nova gripe circulam por e-mail.
Vacina é ‘eficaz e segura’, reafirma órgão federal.

Iberê Thenório Do G1, em São Paulo

E-mails e boatos irresponsáveis como esses ocorrem em todas as campanhas realizadas pelo mundo”

Uma avalanche de e-mails tem circulado dizendo que a vacinação contra a nova gripe pode ser uma grande conspiração para reduzir a população do planeta. A mensagem mais veiculada, dizendo que a vacina contém substâncias tóxicas, foi enviada ao G1 por dezenas de leitores.

O e-mail foi enviado ao Ministério da Saúde, que negou as informações. “Mais de 300 milhões de pessoas já foram imunizadas com essa vacina no Hemisfério Norte, sem qualquer efeito colateral grave. A vacina é eficaz, segura e protege a população”, diz o órgão federal em nota enviada ao G1. “E-mails e boatos irresponsáveis como esses ocorrem em todas as campanhas realizadas pelo mundo.”

Uma dúvida que tem preocupado muito as gestantes é se a nova vacina pode causar algum tipo de malformação nos bebês. “Não há qualquer relato ou evidência de malformação fetal em decorrência da vacina contra Influenza H1N1”, respondeu o ministério.

 

CONFIRA AS INFORMAÇÕES INCORRETAS QUE TÊM CIRCULADO NA INTERNET

Veja trechos de e-mail que espalha boato de que a vacina contra a nova gripe é tóxica.

 

BOATO: (…) sobre NÃO tomar essa vacina assassina que estão querendo que seja compulsória acho que é Tamiflu.

INFORMAÇÃO CORRETA: Tamiflu é o nome do remédio utilizado após a instalação da doença, e não o nome da vacina.

 

BOATO: A vacinação em massa está programada para o início do Outono aí pra voces.. Aconteça o que acontecer NÃO tome! Ela será tripla.

INFORMAÇÃO CORRETA: A vacinação está sendo feita em apenas uma etapa. Para crianças que têm entre seis meses e dois anos de idade incompletos (23 meses) será dada meia dose e depois de 21 dias a segunda metade.

 

BOATO: E segundo as pessoas que estão trabalhando arduamente para impedir este genocídio em massa do planeta, ela tem mercúrio e oleo de esqualeno, que são altamente tóxicos. 

INFORMAÇÃO CORRETA: De fato, mercúrio é uma substância tóxica. Segundo o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso, contudo, “a quantidade de mercúrio que tem nessa vacina é muito pequena e considerada não prejudicial à saúde das pessoas”. A informação foi dada em entrevista ao Jornal Nacional.

Em relação ao esqualeno, o Ministério da Saúde afirma que a substância não faz mal à saúde. “[O esqualeno] é retirado do fígado do tubarão e assemelhados. Trata-se de um supercomplemento alimentar, assim como o óleo de fígado de bacalhau e a emulsão de Scott”, disse o ministério em nota enviada ao G1.

 

BOATO: Aqui no Rio o Butantã já comprou a maldita (…)

INFORMAÇÃO CORRETA: O Instituto Butantan é ligado à Secretaria da Saúde de São Paulo, e não mantém nenhuma instalação no Rio de Janeiro.

 

BOATO: (…) tentativa de assassinato em massa das populações do planeta através de vacinação compulsória (…)

INFORMAÇÃO CORRETA: No Brasil, assim como em vários outros países, a vacinação é opcional, e ninguém é obrigado a se imunizar.

 

BOATO: (…) a venda de uma vacina que nem testada foi.

INFORMAÇÃO CORRETA: Segundo o Ministério da Saúde, a nova vacina foi desenvolvida com base na vacina comum contra a gripe. A diferença seria apenas o tipo de vírus.

 Fonte: G1

Confira o calendário completo de vacinação

Visite o Site da Campanha do Ministério da Saúde

Vício em drogas é doença e deve ser tratado com remédios, diz especialista

Nora Volkow é chefe do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA.
Para ela, dependência precisa ser vista como problema crônico do cérebro.

Iberê ThenórioDo G1, em São Paulo

                 Por suas pesquisas, Nora Volkow foi eleita                     recentemente pela revista 'Time' como uma                     das cem pessoas mais influentes do mundo.

Uma das maiores especialistas em drogas da atualidade esteve em São Paulo na última quarta-feira (24) e foi enfática ao caracterizar a dependência de substâncias químicas como a cocaína, o cigarro e a bebida: “A dependência é uma doença crônica no cérebro humano.”

Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida) dos EUA, afirma que o vício em substâncias químicas afeta uma região do cérebro chamada córtex orbitofrontal, responsável pela tomada de decisões. “Essas pessoas perdem o livre arbítrio para dizer ‘não’”.

A médica, que estuda nos EUA como a dependência química pode alterar as funções cerebrais, deu uma palestra para cerca de 400 profissionais da saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Segundo Nora, há muitas pessoas que julgam os dependentes como pessoas moralmente fracas, e ignoram que elas perderam o controle de suas ações. “Se você está dirigindo um veículo e tenta não atropelar um gato, o freio pode falhar e você não consegue fazer o que quer. É difícil fazer as pessoas acreditarem algo semelhante ocorre com as drogas”, afirma. “Mesmo quando a pessoa tem a melhor das intenções de não tomar a droga, ela perde a cabeça, o ‘freio’ do cérebro não funciona.”

Genética e stress
De acordo com a especialista, os jovens correm um risco maior de se tornar dependentes químicos. “Na infância e na adolescência, o cérebro é muito plástico [fácil de ser ‘modelado’]. isso é bom para o aprendizado, mas ao mesmo tempo ajuda a pessoa a se tornar dependente de drogas.”

Nora aponta que correm mais riscos aqueles que têm predisposição genética para a dependência ou os que vivem sob condições estressantes, como os que não se dão bem com os pais ou com os amigos. Por isso, segundo ela, um dos métodos que funcionam melhor para a prevenção são os programas que estimulam a auto-estima dos adolescentes, como a prática de esportes.

Medicamentos
A diretora do Nida, que é psiquiatra, defende também maior uso de medicamentos para o controle da dependência. Segundo ela, os remédios conseguem ajudar as pessoas a romper o ciclo vicioso que as leva usarem drogas compulsivamente.

Foto: Nida/Divulgação

Imagens do fluxo de dopamina – substância estimulante do sistema nervoso – mostram a capacidade do cérebro de se recuperar após a dependência química. Na primeira foto está alguém que nunca foi dependente. Na segunda, um usuário após um mês de abstinência da metanfetamina. Na terceira, a mesma pessoa depois de 14 meses de abstinência. (Foto: Nida/Divulgação)

“Assim como a hipertensão, a dependência de drogas é crônica e exige cuidado contínuo. Entre os tratamentos que funcionaram bem estão os que foram levados a cabo por cinco anos, e não um ou três meses”, diz.

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Unifesp concorda com a médica. “Se você parte do princípio que o cérebro está com problemas, uma abordagem apenas psicológica pode deixar a desejar.”

Legalização
Segundo Nora, um dos fatores que leva ao vício é o acesso livre às drogas, e por isso ela é contra a legalização. “Hoje os maiores vícios que temos são álcool e nicotina, não porque são as drogas que causam mais dependência, mas porque são as mais disponíveis. Não é uma questão ideológica. É uma questão epidemiológica.”

Ao mesmo tempo, a psiquiatra diz ser contra encarar o dependente como um criminoso. Ela defende que o estado ofereça tratamento e ao mesmo tempo penalize quem não se submete a ele. “Nos Estados Unidos, médicos dependentes que não seguem o tratamento perdem sua licença para trabalhar”, conta.

Fonte: G1

Será no dia 27 de março de 2010, na Faculdade Uni La Salle (Rua Gastão Gonçalves, 79 Santa Rosa, Niterói-RJ), das 8 às 18hs.

O tema a ser tratado será “Aspectos controvertidos do PNDH3 – Programa Nacional de Direitos Humanos 3”.

Teremos quatro abordagens:

– Abordagem Teológica – Dom Roberto Francisco Ferrería Paz (Bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói e Especialista em História e Direito Canônico)

– Abordagem Médica Dra. Elizabeth Kipman Cerqueira (médica ginecologista; especialista em Logoterapia e Logoteoria aplicada à Educação; integrante da Comissão de Ética e Coordenadora do Depto. de Bioética do Hospital São Francisco, em Jacareí, São Paulo)

– Abordagem Filosófica – Prof. Dr. Paulo Sérgio Faitanin (Doutor em Filosofia Medieval pela Universidad de Navarra, professor de filosofia da UFF)

– Abordagens Jurídicas – Dr. Paulo Silveira Martins Leão Junior (Procurador do Estado do Rio de Janeiro e Presidente da UJUCARJ – União de Juristas Católicos do Rio de Janeiro)

– Dra. Karen Melo Brandão (Advogada, Professora do IBMEC, membro da UJUCARJ)

O evento é totalmente gratuito, nós pedimos somente que as pessoas façam o quanto antes a sua inscrição pelo site www.humanitatis.net para reservarem a sua vaga.

Será um momento ímpar no qual serão tratados temas como Totalitarismo, laicismo e laicidade, aborto, homossexualismo, uso de símbolos religiosos em ambientes públicos, etc.

Esta é uma iniciativa do “Grupo Famílias em Cristo”, do “Instituto Filosófico e Teológico do Seminário de São José” e da “Pastoral Universitária da Arquidiocese de Niterói”.

Esperamos você lá.

Fonte: Arquidiocese de Niterói

A 11 de Fevereiro de 1985, o Papa publica o Motu Proprio Dolentium Hominum. Depois de algumas considerações em que se afirma que a Igreja demonstrou sempre o mais vivo interesse por todos os que sofrem, seguindo, aliás, o exemplo do seu Fundador, o Santo Padre recorda a importância da pessoa humana e do seu destino segundo os desígnios de Deus, os progressos significativos da sociedade civil em tudo o que diz respeito à saúde dos homens, as questões delicadas que neste campo se colocam e que têm para além de uma dimensão social e institucional, também uma dimensão ética e religiosa. Lembram-se ainda, neste Motu Proprio os inúmeros organismos e instituições da Igreja que se têm dedicado aos problemas do sofrimento humano e da saúde das populações: congregações e instituições religiosas com as suas estruturas de saúde; colégios e associações de médicos católicos e também dos chamados paramédicos, enfermeiros, farmacêuticos, voluntários; os organismos diocesanos, interdiocesanos, nacionais e internacionais que surgiram para acompanhar os problemas da medicina e da saúde. E o Papa termina dizendo que se impõe uma coordenação de toda esta atividade.

É dentro deste contexto que se definem os objetivos da Pastoral da Saúde que são, no dizer do Papa:

–    “conseguir-se uma obra de conjunto inteligente, programada, constante e generosa, não só dentro de cada país, mas também a nível internacional” (25);

–    “realizar o anúncio mais claro e a defesa mais eficaz da fé, da cultura e do compromisso cristão na investigação científica e no exercício da profissão em saúde” (26);

–    “favorecer e difundir uma melhor formação ético-religiosa dos profissionais de saúde cristãos, no mundo, tendo em conta as diversas situações da vida e os problemas específicos com que se defrontam no desempenho da sua profissão” (27);

–    “promover e intensificar as necessárias atividades de estudo, aprofundamento e iniciativas relacionadas com os problemas específicos do serviço de saúde, no contexto de uma visão cristã do verdadeiro bem para o ser humano” (28);

–    “sensibilizar para os verdadeiros problemas éticos em que os cristãos e a Igreja têm o dever de intervir com valentia e clarividência, para salvaguardar valores e direitos essenciais à dignidade e ao destino supremo da pessoa humana” (29);

–    “coordenar todas as instituições católicas, religiosas ou leigas, destinadas à Pastoral junto dos doentes” (30).

Dentro desta visão global, o Motu Proprio define a ação do Conselho Pontifício da Pastoral da Saúde que é extensivo ao trabalho a desenvolver pelas diversas Comissões Nacionais e Diocesanas da mesma Pastoral.

–    estimular e promover a obra de formação de estudo e da ação que as Associações Católicas desenvolvem no sector da Saúde;

–    coordenar com oportunidade as diversas atividades desenvolvidas pelas várias estruturas da Igreja na sua relação com o mundo da saúde e com os seus problemas;

–    explicar, defender e difundir a doutrina da Igreja em matéria de saúde e fomentar na prática a sua penetração junto dos agentes de saúde;

–    atuar em estreita relação com as Igrejas Particulares (dioceses) e especialmente com as Comissões Episcopais para a Pastoral da Saúde;

–    seguir com atenção e estudar orientações programáticas e iniciativas concretas no sector da saúde com o fim de avaliar a sua importância e as suas implicações na atividade  da Pastoral da Igreja.  

A partir da proposta sugerida pelo Motu Proprio “Dolentium Hominum”, na prática dos diversos países e na exigência nascida , sobretudo de duas grandes Encíclicas de João Paulo II, a Evangelium Vitæ e a Veritatis Splendor, foram-se perfilando uns tantos objetivos para a ação que a Pastoral da Saúde desenvolve. São eles:

–    A defesa intransigente da vida: A vida é um dom que nunca pode estar em causa ou ser sacrificado. “O valor sagrado da vida humana tem de ser respeitado e promovido desde o seu início até ao seu termo. Todo o ser humano tem de saber plenamente reconhecido este seu bem primário. Sobre o reconhecimento de tal direito é que se funda a convivência humana e a própria comunidade política” (32). A Pastoral da Saúde atua sempre na defesa da vida e da sua promoção. É o primeiro de todos o seu objetivo.

–    O respeito pela pessoa humana, a sua dignidade e todos os seus direitos. O ser humano é o fundamento de toda a ética. Na saúde, no exercício de cuidados, na prevenção da doença, no acompanhamento dos doentes, na informação dentro de um quadro de verdade, na atenção às convicções filosóficas ou religiosas, na defesa da privacidade da pessoa e na preocupação pela originalidade de cada um, está um universo vastíssimo que se enquadra nos direitos humanos fundamentais. A Pastoral da Saúde preocupa-se por que todos esses direitos, em cada doente e em cada profissional, sejam respeitados e promovidos.

–    O serviço do doente e não apenas o seu tratamento. Uma das tentações dos profissionais de saúde, sobretudo neste tempo de prevalência da ciência e da técnica, está em tratar o doente, dar-lhe todo o apoio, utilizando os inúmeros meios de diagnóstico e todos os recursos da medicina para a sua recuperação integral. Esquece-se, por vezes, a visão global da pessoa no seu complexo bio-psico-social-cultural e espiritual. A Pastoral da Saúde tem a preocupação de assegurar o serviço de apoio a toda a pessoa sem esquecer os problemas sociais, familiares e mesmo religiosos que possa trazer consigo.

–    A solidariedade para com todos, sobretudo para com os mais pobres (33). A arte de cuidar, olha a pessoa toda, tem também uma dimensão universal e considera todas as pessoas sem distinção. A Pastoral da Saúde tem, porém, a preocupação de privilegiar os mais pobres e os que mais sofrem, precisamente porque são esses que precisam de mais cuidados ou se sentem mais sós. Daí o desafio da solidariedade. Para além da tolerância ou da convivência normal, aceita-se o diferente e privilegia-se dando-lhe maior atenção humana, precisamente pela solidão e abandono a que o mais pobre está votado. 

–    A humanização e a atitude ética na arte de cuidar. Não basta a qualidade científica e técnica dos profissionais e das unidades de saúde. Além da qualidade científica e técnica exige-se a qualidade humana. Estamos a servir pessoas e, por isso, não podemos deixar de ter preocupações humanizadoras: humanização dos cuidados, das relações, das estruturas, dos equipamentos e, mesmo, dos espaços. A Pastoral da Saúde preocupa-se por esta humanização integral que permite uma atitude ética em toda a arte de cuidar. Não se tem, nem se pode ter em saúde, uma relação prevalentemente burocrática, econômica, técnica, a relação em saúde tem de ter predominantemente uma preocupação humana e humanizante. Por isso, se fala constantemente dos direitos e deveres dos doentes. São pessoas e a relação com cada um deles é uma relação pessoal, relação de ajuda integral.

–    A competência e a qualidade profissional dos diversos agentes na comunidade de saúde. A Pastoral da Saúde bate-se pela específica responsabilidade dos profissionais de saúde na área da sua competência  específica, sejam médicos, enfermeiros, farmacêuticos ou outros. Se a missão dos leigos é a de “tratar da ordem temporal e orientá-la segundo Deus para que progrida e assim glorifique o Criador e Redentor (34), a qualidade profissional dos agentes de saúde cristãos é parte integrante da sua vocação de leigos na Igreja. Por isso, a Pastoral da Saúde multiplica iniciativas que, sobretudo nas áreas mais sensíveis, dê uma outra formação e qualificação aos profissionais de saúde, sobretudo àqueles que se dizem cristãos.

–    A ação em equipa e com sentido de co-responsabilidade. Toda a ação em saúde é pluridisciplinar. Nenhum médico ou enfermeiro pode assegurar uma assistência integral. Mesmo para além das funções técnicas, há elementos que são indispensáveis como são a atividade do assistente social, do psicólogo, do voluntário e do capelão hospitalar. Todo o trabalho em saúde tem de ser feito em equipa. É neste sentido que a Pastoral da Saúde se preocupa por criar equipas pluridisciplinares que possam enquadrar o doente no seu todo, assegurando a sua assistência integral. Todos sabemos que 50% da cura depende do estado anímico do paciente e que aquele depende da solução conseguida para os problemas sociais, da resposta afetiva dos seus familiares ou do apoio espiritual dado pela religião que é a sua. Neste contexto, só uma ação em equipa é garantia da integralidade da assistência. Todos são co-responsáveis, todos se entre-ajudam, cada um com a sua competência, mas todos empenhados na assistência global do doente.

–    O apoio espiritual aos doentes e aos profissionais de saúde. É missão específica da Igreja o auxílio espiritual e mesmo religioso a todas as pessoas. Numa situação de enfermidade, este apoio torna-se mais importante ainda. A doença e o sofrimento trazem sempre consigo acrescidas angústias. Saber escutar, dar tempo, estar disponível, são elementos indispensáveis à recuperação integral de quantos estão marcados pelo sofrimento. A Pastoral da Saúde tem consciência de que faz parte integrante da sua missão, através dos agentes pastorais, capelães, auxiliares de capelania, voluntários e outros, acompanhar espiritualmente todos quantos o necessitam. Este acompanhamento reveste a forma de evangelização, anúncio de Jesus Cristo, de sacramentação, com a oferta dos sacramentos da Reconciliação, da Eucaristia, da Unção dos Doentes, ou simplesmente da visitação com todo o empenhamento na situação concreta do sofrimento em que o doente se encontra. Da mesma maneira, a Pastoral da Saúde pretende, através dos seus agentes, ajudar os profissionais de saúde que tantas vezes se debatem, quer com decisões éticas que merecem reflexão profunda, quer com tempos de sofrimento ou desilusão que pede um acompanhamento espiritual privilegiado. Este trabalho não é fácil, mas é indispensável para escutar, aconselhar, acompanhar ou simplesmente apoiar doentes e profissionais que desta ajuda necessitam.

É esta a amplitude da Pastoral da Saúde, muito multifacetada, mas com uma acção extraordinária, como presença viva da Igreja junto daqueles que sofrem e também perto de quantos, no universo da saúde, trabalham para dar mais anos à vida, mais vida aos anos, mais qualidade de vida a todos, mais alegria, mesmo na dificuldade.

A Pastoral da Saúde é, desde 1985 e por vontade expressa do Santo Padre o Papa João Paulo II, uma das formas da pastoral especializada. De facto a 11 de Fevereiro de 1985, pelo Motu Proprio “Dolentium Hominum” o Santo Padre institui a Comissão Pontifícia para o Apostolado dos Profissionais da Saúde, anos depois convertida em Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde.

A 13 de Maio de 1981, ocorreu na Praça de São Pedro o atentado contra o Papa Karol Wojtyla que estava a ser muito incómodo para muitos dos senhores do mundo. Daí, até a um atentado para lhe dar a morte foi um passo. Recolhido de imediato na Clínica Gemelli, ali permaneceu alguns meses até à sua plena recuperação. Foi um tempo de reflexão e de oração. Quando o Papa deixou a clínica, quis oferecer ao mundo um documento notável sobre o sofrimento humano, a Encíclica Salvifici Doloris. Assinada a 11 de Fevereiro de 1984, constitui a carta magna de uma pastoral diferente. Se é certo que “o sofrimento humano suscita compaixão, inspira também respeito e, a seu modo, intimida” diz o Papa. É por isso que se torna urgente reflectir sobre o mundo do sofrimento e encontrar os caminhos para superá-lo e descobrir para ele um sentido mais profundo.

“A medicina, enquanto ciência e, conjuntamente como arte de curar, revela no vasto terreno dos sofrimentos do homem o seu sector mais conhecido”. E o Papa continua falando da importância da terapia que permite vencer alguns dos problemas humanos. Para além do sofrimento físico, é indispensável acompanhar o ser humano no seu todo, para este poder vencer os sofrimentos psicológicos, morais, sociais e até espirituais. O que está em questão é a saúde integral de cada pessoa. Talvez por isso, nesta carta encíclica comece a desenhar-se o que um ano mais tarde o Papa vai chamar “Pastoral da Saúde”.

Se a Pastoral é a acção organizada da Igreja, através da qual se torna presente, aqui e agora a acção salvífica de Cristo, então em Jesus Cristo todo o sofrimento é vencido pelo amor, e esta acção salvífica de Deus opera-se pelo dar mais saúde a cada pessoa na circunstância concreta em que está a viver.

A encíclica termina com uma interpretação maravilhosa da parábola do Bom Samaritano em que este estrangeiro faz tudo para dar saúde e mais qualidade de vida ao homem caído na estrada de Jericó .

Curiosamente, nos últimos discursos do Papa sobre a Pastoral da Saúde, este insiste muito em que os Profissionais de Saúde (médicos, enfermeiros, voluntários e outros) se devem tornar “bons samaritanos” na generosidade com que assistem e acompanham todos os que deles necessitam .

SÃO CAMILO DE LELLIS (1550-1614)

Padroeiro dos doentes, dos hospitais e dos profissionais da saúde

Glorioso São Camilo, volvei um olhar de misericórdia sobre os que sofrem e sobre os que os assistem. Concedei aos doentes aceitação cristã, confiança na bondade e no poder de Deus. Dai aos que cuidam dos doentes dedicação generosa e cheia de amor. Ajudai-me a entender o mistério do sofrimento, como meio de redenção e caminho para Deus. Vossa proteção conforte os doentes e familiares, e os encoraje na vivência do amor. Abençoai os que se dedicam aos enfermos, e que o bom Deus conceda paz e esperança a todos. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

São Camilo, rogai por nós!

Fonte: Província Camiliana Brasileira